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Envelhecer com qualidade: o papel da fonoaudiologia na audição e autonomia do idoso |
Sabemos que a fase do envelhecimento chega para todo mundo, e diante dos desafios, decidir viver essa etapa com qualidade e segurança traz muitos benefícios para o bem-estar social, mental e emocional. Aspectos como manter uma comunicação eficaz, um bom processamento auditivo, estímulo cognitivo constante, ter independência e autonomia são alguns pontos que garantem muito a autoestima e confiança para a longevidade do idoso neste período tão importante.
O envelhecimento é uma realidade, e com ele, muitas mudanças às vezes passam despercebidas. No Brasil, já somos considerados idosos a partir dos 60 anos, e a perda auditiva é uma das condições mais comuns nessa fase, afetando grande parte das pessoas acima dos 75 anos. Mais do que um problema de saúde, ela interfere diretamente em como o idoso se comunica, se relaciona e se sente no mundo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 em cada 3 idosos acima de 65 anos tem perda auditiva. Esse número sobe para cerca de 50% após os 75 anos. A OMS também destaca que a perda auditiva está ligada a isolamento social, depressão, declínio cognitivo e pior qualidade de vida.
A importância da avaliação auditiva: Presbiacusia é a perda auditiva progressiva, gradual e bilateral relacionada ao envelhecimento natural. O idoso pode ter dificuldade de ouvir sons agudos e o principal obstáculo é: entender a fala, não apenas ouvir os sons. Estudos mostram que a perda auditiva não tratada está associada ao maior risco de declínio cognitivo, reforçando ainda mais a importância do diagnóstico precoce.
Disfagia e sono, uma relação silenciosa na saúde do idoso: Outras pautas fundamentais são o cuidado com o sono e a disfagia (dificuldade de engolir alimentos). A disfagia pode causar engasgos, tosse frequente durante as refeições e até pneumonias de repetição, e as noites mal dormidas enfraquecem o organismo e reduzem a capacidade de reabilitação.
Para preservar a autonomia, são pontos indispensáveis;
-Procurar avaliação ao perceber dificuldade
-A importância do diagnóstico precoce
-Usar aparelhos auditivos quando indicado
-Família falar de frente, com clareza e compreensão
-Evitar ambientes muito ruidosos
Por que a fonoaudiologia é tão importante?
O papel do fonoaudiólogo é muito importante nessa etapa, identificando precocemente desde a dificuldade auditiva até a reabilitação e orientação do idoso e de sua família, ajudando a reduzir impactos e proporcionando qualidade de vida. Portanto, perder a audição não é apenas uma questão de saúde, mas de dignidade e autonomia — é perder independência aos poucos. Por esse motivo, é tão fundamental a avaliação com o profissional, que reduz impactos que muitas vezes são silenciosos, mas profundos no dia a dia.
Autor: João Vitor Castro Figueiró é acadêmico do 3.º semestre de Fonoaudiologia na Universidade de Passo Fundo (UPF), campus Sarandi, e estagiário no setor de Fonoaudiologia da Prefeitura de Palmeira das Missões.
Co-Autora: Ádany Strapazzon Fortes é acadêmica do 3.º semestre de Fonoaudiologia na Universidade de Passo Fundo (UPF), campus Sarandi.
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